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Antaq pede retomada da navegação na hidrovia Tietê-Paraná

julho 16, 2014 Tags: , , , ,

Hidrovia-Tiete-Parana

A Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) voltou a solicitar a normalização do transporte de cargas pela hidrovia Tietê-Paraná, que está com a navegação prejudicada há dois meses e completamente interrompida há mais de 20 dias.

A medida foi tomada porque o nível dos rios está mais baixo, em razão da estiagem, especialmente na região Sudeste. Além disso, os recursos hídricos têm sido prioritariamente destinados para a geração de energia elétrica para o estado de São Paulo, já que, segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema), os reservatórios das usinas hidrelétricas nas duas regiões estão, em média, com 35% da capacidade.

Na última reunião realizada para debater o tema, no dia 11 de julho, o diretor da Antaq, Adalberto Tokarski, destacou o risco de demissões por empresas que realizam o transporte fluvial pela hidrovia e reflexos em congestionamentos nos acessos ao Porto de Santos e ao Porto de Paranaguá, já que a alternativa para o transporte da carga que normalmente iria pelos rios é o transporte rodoviário.

Para a Antaq, o uso múltiplo das águas deve ser respeitado e espera que os setores envolvidos busquem uma solução para o impasse. Conforme a Agência, previsão repassada pelo ONS aponta, no entanto, que o transporte de cargas na hidrovia deve ser retomado somente em novembro.

A hidrovia

O sistema hidroviário Tietê-Paraná possui 2,4 mil km de vias navegáveis de Piracicaba e Conchas (ambos em São Paulo) até Goiás e Minas Gerais (ao norte) e Mato Grosso do Sul, Paraná e Paraguai (ao sul). Liga cinco dos maiores estados produtores de soja do país e é considerada a Hidrovia do Mercosul. Somente no trecho paulista, são 800 km de vias navegáveis.

Em 2013, foram transportados 6,28 milhões de toneladas pela hidrovia. Desse total, 3,8 milhões de toneladas passaram pelo rio Tietê no estado de São Paulo. Esse volume representa aproximadamente 13,5% do total transportado pela navegação interior no Brasil.

Fonte: Agência de Notícias CNT


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