Sabemos da importância, cada vez maior, das operações relacionadas ao transporte (de insumos e de produtos acabados) tanto na qualidade dos serviços como prazos de entrega, agendamento e redução de extravios e avarias, como na questão relacionada aos custos dos fretes pagos nestas operações.
Questões relacionadas a qualidade de serviços são de extrema importância mas, neste artigo, daremos ênfase aos custos de fretes, que se bem gerenciado transforma o resultado de um negócio. A seguir, listamos algumas dicas para uma gestão de fretes eficientes, a saber:
1 – Inbound e Outbound – Primeiramente é importante que o gestor separe a gestão de fretes em dois grupos. Os custos relativos aos fretes pagos nas compras (inbound) e os fretes pagos nas vendas com as entregas a clientes (outbound).
2 – Principais fluxos inbound – Após esta segregação, deveremos identificar as caraterísticas dos principais (os mais representativos) fluxos. Sugerimos:
Identificar a distância entre fornecedores e sua empresa (Km);
Identificar o peso (kg), as dimensões (m3) e a frequência de compras;
Identificar o custo (R$) de frete envolvido com estes fornecedores;
Identificar se existem outros custos (R$) que são agregados aos custos de fretes (despesas de importação por exemplo)
Identificar qual o impacto do custo total do frete (R$) sobre o valor do item comprado
3- Principais fluxos outbound – Assim como no item anterior, sugerimos:
Identificar a distância (Km) entre os locais de entrega e sua empresa;
Identificar o peso (kg), as dimensões (m3) e a frequência de entrega;
Identificar o custo (R$) de frete envolvido nas principais operações de entrega;
Identificar qual o impacto do custo do frete (R$) sobre o valor do item vendido
4 – Análise das tabelas vigentes– Tendo concluído as etapas anteriores, teremos uma visão sobre os principais fluxos, custos e impactos da conta fretes em nosso negócio (compra e venda). É chegada a hora então de avaliar as tabelas de fretes existentes, visando assim entender as mesmas bem como se preparar para a etapa de negociação. Neste ponto sugerimos:
Selecionar os principais fluxos procurando entender a composição das tarifas. Esta pode ser uma tarefa bem desafiadora, haja visto que o frete é composto de diversos componentes tais como frete peso (R$/Kg por faixa de peso), frete valor (% ad-valoren sobre o valor da mercadoria), taxas diversas e impostos. Uma boa sugestão é analisar alguns Conhecimentos de Fretes cobrados pela transportadora comparando estes valores com o que consta na tabela;
5 – Negociação com transportadores – Agora, já reunimos as informações para realizar uma negociação com as transportadoras (atuais e potenciais). Neste momento é importante termos atenção em alguns pontos a saber:
Procure ter foco nos principais fluxos (compras e vendas) de seu negócio;
Procure simplificar, o máximo possível, a tabela de fretes, pois com menos componentes na formação do preço, a interpretação, análise e avaliação dos custos ficará facilitada;
Procure estabelecer critérios claros de avaliação de performance (nível de serviço), estrutura operacional e de informações e custos. Com base nestes critérios faça cotações periódicas com as transportadoras atuais e com transportadoras potenciais, não esquecendo que todas devem atender aos critérios estabelecidos;
Procure avaliar o impacto do frete (R$) sobre o faturamento (R$) da empresa, comparando este resultado com as práticas de mercado;
6 – Auditoria e Avaliação custos – E chegada a hora de auditar se os valores negociados estão sendo praticados pelas transportadoras (auditoria de fretes) e, como os custos de fretes estão se comportando em relação ao faturamento. Esta deve ser uma análise técnica, pois aumento de custo de frete pode ser gerado não só por aumento de tarifa.
Vale lembrar que temos disponíveis no mercado alguns softwares de gestão de fretes que auxiliam bastante a realização de cada uma das tarefas acima.
Fonte: Artigo por Hélio Meirim (CEO da HRM Logística) via Portal de Notícias Logweb
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