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Construção de estradas é o setor mais prejudicado da construção pesada em SP

O SINICESP – Sindicato da Indústria da Construção Pesada de São Paulo – registrou queda no nível de emprego de 1,6%, em fevereiro. No acumulado de 12 meses a baixa é de 11,39%. Foram 15.515 demissões nos últimos 10 meses. O setor não tem índices positivos, ou seja, mais contratações do que fechamento de postos de trabalho, desde maio de 2014. O monitoramento é feito mensalmente pelo Departamento Técnico do SINICESP.

Em fevereiro, as empresas do setor empregavam 102.978 trabalhadores. No mesmo período do ano passado o número de vagas ocupadas chegou a 116.215. “Vivemos uma das piores crises da Construção Pesada. A economia brasileira tem andado de lado, registramos atrasos de pagamentos, em São Paulo, obras licitadas, no Estado, não tiveram seus contratos assinados e não são colocadas na praça novas licitações desde o ano passado”, explica o gerente do Departamento Técnico do SINICESP, Helcio Farias.

Ele ainda conta que dois aumentos impostos pela Petrobrás no final do ano passado no preço do asfalto inviabilizaram inúmeros contratos. “Somados, os reajustes chegam a 38%. Não é possível uma empresa absorver este índice no principal item de uma obra rodoviária, se a margem de lucro é inferior a 10%”, afirma o engenheiro.

“O pessimismo é enorme entre as empresas associadas ao SINICESP, em virtude de não haver nenhuma expectativa ou sinalização que possa reverter a tendência de novas demissões para os próximos meses”, prevê o gerente do Departamento Técnico.

Fonte: Portal de Notícias Estrada.com.br

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