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Incêndio em Santos (SP) segue pelo sexto dia seguido

O combate ao incêndio em uma área industrial no bairro Alemoa, em Santos, no litoral de São Paulo, chega ao seu sexto dia e segue na manhã desta terça-feira (7). Ao todo, equipes do Corpo de Bombeiros trabalham há mais de 120 horas na tentativa de apagar as chamas na região. Durante a madrugada, um dos tanques voltou a pegar fogo e, por volta das 7h30, dois, cheios de gasolina, continuavam pegando fogo.

O trabalho dos bombeiros ganhou o reforço de pessoal e equipamentos da Infraero e da Força Aérea Brasileira (FAB), destinados pela presidente Dilma Rousseff para ajudar no combate às chamas. O cold fire (fogo frio) foi importado pela Ultracargo, empresa proprietária do complexo, e o pó químico foi cedido pela Infraero. Ambos chegaram ao local na madrugada desta terça-feira em um caminhão e devem auxiliar o Governo de São Paulo e a Prefeitura de Santos no controle da situação dos tanques afetados pelo fogo.

Enquanto isso, os bombeiros adotaram uma nova estratégia para tentar apagar as chamas. Oito linhas defensivas fazem o resfriamento dos tanques em volta, e três linhas ofensivas atacam os tanques que estão pegando fogo. Segundo Marcos Palumbo, comandante do Corpo de Bombeiros, um ponto abaixo de um dos tanques, em uma boca de inspeção, se rompeu devido ao calor. Por conta das altas temperaturas, houve um novo aumento nas labaredas na noite desta segunda-feira.

O incêndio na empresa Ultracargo começou por volta das 10h de quinta-feira (2). Seis tanques de combustível foram atingidos. Nesta segunda-feira (6), dois ainda permaneciam pegando fogo. No início do incêndio, a temperatura chegou a 800°C. As causas do incêndio ainda são desconhecidas.

Até agora, cerca de seis bilhões de litros de água do mar foram usados para combater as chamas. Como parte da água é poluída e devolvida para o mar, estudos já apontaram que o incêndio é responsável por uma alta taxa de mortalidade de peixes na região afetada. De acordo com o Corpo de Bombeiros, ainda não há previsão para o término dos trabalhos.

Segundo o Corpo de Bombeiros estão sendo jogados 75 mil litros d’água por minuto para combater as chamas. Cerca de 14 quilômetros de mangueiras conectadas retiram a água do mar que é despejada no local. Atualmente, 118 homens do Corpo de Bombeiros, mais 80 trabalhadores do plano de auxílio, tentam conter o fogo.
De acordo com o porta-voz do Corpo de Bombeiros, Marcos Palumbo, a apreensão entre a corporação aumentou por causa dos ventos. “Não temos previsão para o término dos trabalhos. Ainda são dois tanques em chamas e 21 sendo resfriados. Estamos evoluindo na ocorrência, mas o vento está sendo crucial para o aumento das chamas. Ele traz grandes preocupações porque pode espalhar o fogo a qualquer momento”, diz.

De acordo com o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, os prejuízos ambientais causados pelo incêndio, até agora, estão sendo analisados pela Cetesb. “Nossa prioridade é garantir a segurança da população, preservando a vida humana e encerrando definitivamente o incêndio. Quanto aos prejuízos para o Porto a autoridade portuária já está entrando em contato com as transportadoras para refazer os agendamentos das cargas”, afirma.

Tráfego de caminhões

A Prefeitura de Santos reforçou, na manhã desta segunda-feira, que todos os caminhões estão proibidos de entrar na cidade. A entrada principal do Porto de Santos, no acesso ao viaduto da Alemoa, está fechada e os caminhões permanecem retidos na interligação entre a Anchieta e a Imigrantes. Caminhões com destino ao Guarujá e às vias Padre Manoel da Nóbrega ou Cônego Domênico Rangoni podem seguir viagem normalmente.

Após uma reunião na Prefeitura de Santos, o vice-governador do Estado de São Paulo, Márcio França (PSB), disse acreditar que as interdições no Porto de Santos devem continuar. “O Governo do Estado está apoiando os trabalhos. As interdições no viaduto da Alemoa devem durar mais três ou quatro dias. Enquanto o incêndio persistir não dá para fazer uma previsão exata”, disse.

Segundo o prefeito de Santos, a restrição de caminhões será mantida para garantir o direito à mobilidade do cidadão santista. “A Polícia Rodoviária já está criando barreiras em outras rodovias estaduais como Rodoanel, Anhanguera e Bandeirantes para evitar que esses caminhões utilizem outros acessos a cidade”, completa.

De acordo com o secretário de segurança do Estado de São Paulo, Alexandre de Moraes, o policiamento nas estradas será reforçado para evitar que os caminhoneiros que formam filas sejam assaltados. “Apenas caminhões com medicamentos e alimentos poderão passar. Os trabalhos devem durar mais três dias e não há mais risco de explosões. A população precisa ter paciência”, finaliza.

Veja o vídeo da reportagem (Jornal das Dez/ Globonews):

Fonte: Portal de Notícias G1

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