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Caminhoneiros veem risco de alta no diesel após atentado, mas não falam em greve

Categoria se aproxima de resolução de impasse sobre tabela do frete com o governo

Após a alta no preço do petróleo provocada pelos atentados na Arábia Saudita neste sábado (14), líderes de caminhoneiros já se conformaram que virá um repasse ao preço do diesel.

O revés vem logo quando achavam que suas condições iriam melhorar graças a um acordo com o governo sobre suas demandas em relação ao piso mínimo para o frete.

Por outro lado, a possibilidade de uma nova greve, após uma tentativa com adesão limitada no último dia 4, ainda não é mencionada pela categoria.

“Infelizmente teremos que amargar um aumento, porque a culpa não é do governo federal nem da Petrobras, e sim de grupos rebeldes terroristas.”, diz o caminhoneiro Wanderlei Alves, o Dedeco.

Nesta segunda-feira (16) o petróleo teve alta de 13%. A Petrobras decidiu não reajustar os preços no primeiro dia útil após o incidente, levando em conta que há muita volatilidade no mercado e os preços podem ceder nos próximos dias.

O risco de aumento surge ao mesmo tmepo em que eles se preparam para comemorar uma boa notícia. Caminhoneiros esperam que, no dia 23 será publicada resolução com exigência de que todos os transportadores passem a emitir um documento eletrônico com informações como a carga que carregam, o destino e o valor do frete.

Segundo Marcelo da Paz, do Porto de Santos, isso acabaria com a sonegação de impostos por parte de pequenas empresas que agenciam autônomos para quem quer enviar mercadorias. Haveria espaço para a criação de caminhoneiros independentes que consigam competir com elas.

Com a perda de poder dos agenciadores, caminhoneiros acreditam que o valor que ficaria com eles aumentaria, o que diminuiria a importância da tabela do frete, que gerou a disputa entre a categoria e o governo.

A ANTT disse que está concluindo relatório sobre o assunto a ser publicado no Diário Oficial.

Fonte: Coluna Painel S.A. no Jornal Folha de S. Paulo
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