Mercado

Setor de transporte de cargas crê em recuperação ainda neste ano

A maior parte das empresas de transporte rodoviário de cargas no Brasil espera que o mercado volte a melhorar ainda neste ano, após o baque causado pelo recrudescimento da pandemia de Covid-19 e pela reimposição de medidas restritivas ao redor do país nos últimos dois meses, indicou pesquisa publicada nesta segunda-feira pela NTC&Logística.

Conforme os dados da associação de companhias do setor, 43% destas acreditam que o mercado deve melhorar no segundo semestre deste ano, enquanto 14% disseram esperar uma retomada ainda no primeiro semestre de 2021.

Para 21% das companhias ouvidas, por outro lado, o cenário só deve melhorar no ano que vem. Outros 21% ainda enxergam um panorama mais pessimista, no qual o mercado se recuperaria apenas em alguns anos.

Segundo Lauro Valdivia, assessor técnico da NTC&Logística, a opinião otimista da maioria reflete expectativas de um recuo da pandemia diante da vacinação no país e de que o cenário que foi registrado a partir de meados do ano passado, quando o setor engatou recuperação após a primeira onda da doença, possa se repetir.

Essa retomada vinha se mantendo nos dois primeiros meses deste ano, com algumas companhias registrando números melhores do que os vistos em igual período do ano passado, quando o impacto da pandemia ainda não havia sido sentido.

No entanto, a imposição de restrições de circulação que acompanhou a segunda onda da Covid-19 no Brasil –que, por sua vez, levou os números de casos e óbitos a dispararem a partir de março– freou parte da recuperação do setor, afetando especialmente as empresas de pequeno porte.

De acordo com o levantamento da NTC&Logística, 63% das companhias reportaram queda no volume de carga transportado no mês passado, enquanto apenas 24% registraram aumento e 13% não observaram variação significativa.

Entre os que apuraram perdas, a queda média foi calculada em 24,2%. Já para os que tiveram ganhos no período, o aumento médio foi de 9,9%, informou a associação.

“Essa paralisação frustrou um pouco, mas as empresas ainda estão animadas com relação ao ano… Os empresários acreditam que com a vacinação, e mais o que aconteceu no ano passado, algo que ficou na memória, a gente deva ter um segundo semestre bom”, disse Valdivia.

O presidente da associação, Francisco Pelucio, acrescentou que, embora os números obtidos pela pesquisa estejam “longe do ideal”, reforçam o trabalho que o setor tem realizado. Ele também citou o avanço da vacinação como passo importante para que o segmento obtenha resultados positivos.

Lauro Valdivia destacou ainda que, assim como na primeira onda da Covid-19, os segmentos menos afetados durante o recrudescimento da doença foram os de químicos e alimentícios, que se enquadram em serviços essenciais.

A área de cargas fracionadas também registrou impactos mais brandos, mas ainda sofre com algumas incertezas no front da demanda em meio à turbulência econômica.

“A fracionada, que é uma carga mais geral que atende a todos os segmentos e e-commerce, também não foi muito afetada… Mas tem dias em que explode a quantidade de pedidos, mas chega no dia seguinte e não tem nada. Está oscilando demais o volume de carga”, afirmou.

Veja o resultado da pesquisa:

Fonte: Jornal Diário do Comércio
Transvias

Recent Posts

Terceirização de mão de obra na logística: quando vale a pena e como escolher o fornecedor certo

A terceirização de mão de obra tem se tornado uma estratégia cada vez mais comum…

2 dias ago

Logística de cargas frágeis: o que o setor de transporte precisa saber sobre ovos

O Brasil consolidou-se como uma potência global na produção de ovos e, por trás dos…

4 dias ago

Piso Mínimo de Frete da ANTT: Fiscalização Eletrônica e os Riscos do Frete Complementar

O transporte rodoviário de cargas movimenta cerca de R$ 900 bilhões por ano no Brasil…

1 semana ago

Fim da exclusividade das autoescolas amplia formação de condutores pelo SEST SENAT

O SEST SENAT amplia sua atuação na formação de condutores profissionais com a entrada em…

4 semanas ago

Crescimento do Mercado Farmacêutico acelera demanda por transporte especializado

O mercado farmacêutico brasileiro deve movimentar US$ 43,9 bilhões até 2026, segundo o relatório Tendências…

1 mês ago

Atualizado: ANTT atualiza piso mínimo do frete para 2026, mais calculadora de frete e análise do IPTC

Imagem apenas ilustrativa criada por IA A pergunta é simples, mas a resposta sempre foi…

1 mês ago

This website uses cookies.