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Juros: Banco Central mantém taxa Selic em 13,75% ao ano

Com queda da inflação, Copom  decidiu interromper o ciclo de alta da taxa básica de juros

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, nesta quarta-feira, 21, manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano, mesmo patamar definido na última reunião, em 3 de agosto. O índice está de acordo com a expectativa do mercado financeiro.

Pela projeção do boletim Focus mais recente, divulgado na segunda-feira, 19, a Selic deve ser mantida em 13,75% até o fim do ano. O Copom ainda se reunirá duas vezes em 2022, na última semana de outubro e na primeira semana de dezembro. Para o fim de 2023, o mercado projeta 11,25%.

Com a decisão de manter a Selic em 13,75%, o Copom interrompe o ciclo de alta da taxa de juros, iniciado em março de 2021. O BC passou seis anos sem aumentar a Selic. Entre julho de 2015 e outubro de 2016, a taxa ficou em 14,25% ao ano e, depois, passou a ser reduzida até chegar a 6,5% ao ano, em março de 2018.

A partir de agosto de 2019, começou outra fase de reduções, chegando a 2% ao ano em agosto de 2020, com impacto da pandemia de covid-19. Em março de 2021, pela primeira vez desde julho de 2015, o BC elevou a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, para 2,75%, e iniciou o ciclo de alta.

 

A interrupção do ciclo de alta na taxa de juros foi possibilitada pela desaceleração da inflação nos últimos meses. A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumula alta de 4,39% no ano e de 8,73% nos últimos 12 meses.

Em agosto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou deflação de 0,36%. As instituições financeiras ouvidas pelo BC projetam que a inflação terminará o ano em 6%. A previsão tem sido revista para baixo há 12 semanas consecutivas. Em julho, o mercado chegou a projetar 9%.

Apesar da queda, o teto da meta deve ser ultrapassado pelo segundo ano consecutivo em 2022. A meta de inflação a ser perseguida pelo BC este ano é de 3,5%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, ficando entre 2% e 5%.

Fonte: Portal de Notícias Exame
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