Combustíveis

Preço do diesel sobe, com fim da desoneração. Entenda o que vai mudar

Litro ficará R$ 0,02 mais caro. Impostos federais sobre o combustível terão ainda uma terceira rodada de aumento, em janeiro de 2024

O preço do óleo diesel vai subir a partir deste domingo, 1º de outubro, com mais uma etapa da reoneração do PIS/Cofins. No mês passado, os impostos federais, que estavam zerados desde 2022, foram elevados em R$ 0,11 por litro. Agora, serão acrescidos R$ 0,02 por litro ao preço das refinarias, que é de R$ 3,80.

A última fase da reoneração será em janeiro de 2024, quando o diesel terá alta de R$ 0,22 por litro. Com isso, a incidência do PIS/Cofins voltará a ser integral, de R$ 0,35 por litro. Os impostos federais sobre a gasolina já foram totalmente restabelecidos em junho.

O aumento do imposto ocorre primeiro no momento da venda do combustível pelas refinarias às distribuidoras, que, por sua vez, fazem o repasse aos postos de combustíveis. Por isso, segundo especialistas, os novos valores devem chegar às bombas já nos próximos dias.

Os impostos PIS e Cofins do diesel e da gasolina estavam zerados desde 2022, quando a retirada dos tributos federais foi adotada pelo governo de Jair Bolsonaro para tentar aliviar o impacto da disparada do preço do petróleo na inflação em meio à campanha eleitoral. Quando assumiu o comando do país, em janeiro, o presidente Lula prorrogou a isenção dos combustíveis. A gasolina já foi reonerada e o diesel segue um calendário gradual até o fim deste ano.

A volta do imposto ocorre em um momento em que o preço do petróleo está em alta no mercado internacional, acima dos US$ 92. Nos postos, o preço do diesel não cai desde o fim de julho no Brasil, indicando que pode ser alvo de uma revisão da Petrobras, ainda que a estatal tenha abandonado a paridade com as cotações internacionais. Nesta última semana, o preço ficou estável nos postos, a R$ 6,10.

Desde 16 de maio, a estatal adotou uma nova política de preços, com o fim da chamada política de paridade de importação (PPI), quando variações nas cotações do petróleo e do dólar serviam de parâmetro para reajustes para cima ou para baixo nos valores dos combustíveis vendidos pelas refinarias às distribuidoras.

Com isso, a estatal passou a levar em conta os custos internos de produção, os preços dos concorrentes em diferentes mercados dentro do país e ainda as parcelas de combustíveis produzidas no país ou compradas no exterior.

O último aumento feita pela Petrobras foi em agosto. As refinarias da estatal reajustaram o preço do litro de gasolina em 16% e do diesel em 25%.

Fonte: Jornal O Globo

 

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