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EPI no transporte e logística: o que mudou em 2025 (checklist)

EPI no transporte e logística o que mudou em 2025

Resumo: 2025 trouxe ajustes importantes nas regras de EPI no Brasil — especialmente na NR-6 e em portarias do MTE sobre certificação e CA (Certificado de Aprovação). Para transporte rodoviário e operações de armazém, isso impacta compras, verificação do CA, gestão de estoque de EPI e treinamentos. Abaixo, um guia prático por função e um checklist para manter a operação em conformidade sem travar o ritmo do negócio.

O que mudou em 2025 (essencial para quem compra e usa EPI)

  • NR‑6 atualizada (2025): consolida requisitos de aprovação, comercialização e uso de EPI, com Anexo I listando tipos por risco. O texto atualizado reforça responsabilidades do empregador e do trabalhador e integra a gestão de EPI ao PGR (NR‑1) e ao PCMSO (NR‑7).
  • Portaria MTE nº 57/2025: alterou o item 6.9.4 da NR‑6 para vedar a cessão de uso do CA emitido a um fabricante/importador para uso por terceiro. Entrada em vigor: 6 meses após a publicação (julho/2025).
  • Portaria MTE nº 122/2025: atualizou regras de certificação e conformidade de EPI (Portaria MTP 672/2021), incluiu novas linhas no anexo técnico e prorrogou prazos de CA em itens específicos (ex.: respiradores) em regime transitório.
  • Portaria MTE nº 830/2025: ajustou o Anexo III‑A (Portaria MTP 672/2021) e prorrogou a exigência de ensaios segundo norma ABNT para trava‑queda guiado em linha rígida até 1º/04/2026 (importante para trabalho em altura no CD).

Na prática: a gestão de EPI precisa estar alinhada ao PGR (perigos/níveis de exposição), à avaliação ambiental e à verificação do CA antes da compra e entrega ao trabalhador — com rastreabilidade (ficha de EPI), treinamento e inspeção periódica.


Como definir EPI no transporte e no armazém

  1. Mapeie riscos no PGR (NR‑1): físico (ruído, impacto), químico (produtos perigosos), mecânico (choques, esmagamento), térmico (frio em câmaras), biológico (resíduos), quedas de altura, tráfego em pátio etc.
  2. Priorize EPC e organização (sinalização, segregação de fluxo, barreiras) e use EPI como última barreira.
  3. Escolha EPI com CA válido para o risco identificado; verifique no portal oficial do MTE e registre o número do CA na ficha de entrega.
  4. Treine e registre (uso, ajuste, limpeza, guarda, vida útil) e inspecione antes de cada uso.

Checklist de EPI por função (transporte e logística)

1) Motorista rodoviário (carga geral/urbano)

  • Calçado de segurança com CA (solado antiderrapante, biqueira conforme risco).
  • Luva de proteção (abrasão/corte) para amarração, enlonamento e manuseio de volumes.
  • Colete de alta visibilidade para circulação em pátios/docas e vias internas.
  • Óculos de segurança (poeira/impacto leve) durante carga/descarga.
  • Capacete em áreas operacionais onde houver risco de queda de objetos.
  • Conforme medição de ruído: protetor auditivo em docas/ambientes ruidosos.

2) Ajudante de carga/descarga

  • Calçado de segurança e luvas específicas (abrasão/corte).
  • Capacete e óculos de segurança.
  • Colete de alta visibilidade.
  • Se aplicável: protetor auditivo (conforme avaliação) e proteção respiratória (poeiras).

3) Operador de empilhadeira

  • Calçado de segurança e colete de alta visibilidade.
  • Óculos de segurança (partículas/poeira).
  • Se NPS > 85 dB(A): protetor auditivo.
  • Observação: cinto de segurança do equipamento é item obrigatório (não é EPI, mas é exigência de operação segura).

4) Conferente/armazém

  • Calçado de segurança, luvas (abrasão) e óculos.
  • Colete de alta visibilidade e capacete em áreas com risco de impacto/queda de objetos.
  • Se aplicável: proteção respiratória (poeiras/aerodispersóides) conforme avaliação.

5) Trabalho em altura (manutenção, mezaninos, docas elevadas)

  • Cinto paraquedista com talabarte duplo com absorvedor e trava‑queda adequado ao sistema.
  • Capacete classe B com jugular.
  • Calçado de segurança e luvas adequadas.
  • Atenção: há prazos de ensaio/adequação para trava‑quedas guiado em linha rígida (vide Portaria MTE 830/2025).

6) Produtos perigosos (químicos, inflamáveis, corrosivos)

  • Defina EPI pela FISPQ/SDS do produto e pela avaliação do PGR (NR‑20 e NR‑6).
  • Combinações possíveis: luvas químicas (nitrílica/PVC), óculos e/ou protetor facial, avental e respirador (PFF2/3 ou com cartucho) conforme risco.

Boas práticas de gestão de EPI

  • Verifique o CA no portal oficial do MTE e registre número/lote na ficha de EPI.
  • Padronize por função: kits por posto de trabalho agilizam troca e reposição.
  • Treine e registre (entrega, uso, higienização, guarda, troca por avaria).
  • Audite fornecedores: exigência de CA válido e laudos de ensaio conforme portarias vigentes.
  • Integre ao PGR e ao eSocial (S‑2240) para rastreabilidade de exposições e EPI.

Checklist rápido para auditar sua conformidade

  • 🗂️ PGR atualizado e matriz de riscos por função.
  • 🔎 CA verificado (antes da compra e na entrega).
  • 📝 Ficha de EPI (entrega, treinamento, assinatura e data).
  • 🧪 Inspeção/limpeza e vida útil definidas por item.
  • 🎧 Ruído medido e proteção auditiva conforme NPS.
  • 🧯 Áreas de risco sinalizadas e fluxos segregados (pessoas x equipamentos).

Como o Transvias ajuda

Encontre fornecedores de EPI confiáveis no Transvias

  • 🛡️ Fornecedores certificados e com CA válido para cada categoria de EPI.
  • 📦 Abastecimento por unidade: padrão por função (motorista, ajudante, CD).
  • 🧾 Documentação: NF com CA, laudos e rastreabilidade para auditorias.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Motorista precisa usar capacete o tempo todo?
Não ao dirigir. O capacete é exigido nas áreas operacionais (pátios/docas/canteiros) quando houver risco de queda de objetos/impactos, conforme PGR e regras locais.

Como verificar se um EPI tem CA válido?
Consulte o número do CA no rótulo/etiqueta do EPI e verifique no portal oficial do MTE. Registre o CA na ficha de EPI e evite produtos sem CA ou com CA expirado/incompatível.

O que mudou no CA em 2025?
O MTE reforçou a vedação de “empréstimo” de CA entre fabricantes/importadores e atualizou regras de certificação e prazos transitórios para algumas linhas de EPI. Para trabalho em altura, houve prorrogação de ensaios específicos até 01/04/2026.


Conclusão. Em 2025, a conformidade de EPI ficou mais estrita na origem (certificação/CA) e mais integrada ao PGR e à operação logística. Com checklist por função, CA validado e parceiros confiáveis, sua empresa eleva a proteção de pessoas e reduz risco de autuações — com o Transvias como aliado para encontrar fornecedores de EPI e manter a operação segura e eficiente.


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