Resumo: O roubo de cargas no Brasil ultrapassou R$ 1,2 bilhão em prejuízos e apresenta novas rotas e produtos visados pelo crime organizado. Veja o mapa atualizado de risco logístico, os impactos no frete e as estratégias que embarcadores precisam adotar em 2026.
O transporte rodoviário continua sendo a espinha dorsal da logística brasileira. Mais de 60% das mercadorias movimentadas no país passam pelas rodovias, conectando indústrias, centros de distribuição e varejo.
Mas essa dependência também expõe a cadeia logística a um dos maiores riscos operacionais do país: o roubo de cargas.
O problema deixou de ser apenas um crime oportunista. Hoje ele envolve organizações criminosas estruturadas, uso de tecnologia, inteligência logística e redes de receptação que movimentam bilhões.
Para embarcadores e gestores de supply chain, entender esse cenário é essencial para proteger operações e reduzir perdas.
Dados recentes indicam uma mudança importante no comportamento da criminalidade logística.
Ou seja: mesmo com menos ocorrências, os criminosos passaram a focar em cargas de maior valor agregado.
Entre os produtos mais visados estão:
A distribuição geográfica do crime também mudou.
Historicamente concentrado no eixo Rio–São Paulo, o roubo de cargas começou a se espalhar para outras regiões do país.
Estados com maior incidência:
O crescimento mais expressivo ocorreu na região Norte, que saltou de apenas 0,9% para mais de 11% dos prejuízos nacionais.
Alguns corredores logísticos concentram grande parte dos ataques:
Nessas regiões, fatores como tráfego intenso, áreas urbanas densas e gargalos logísticos favorecem a ação das quadrilhas.
Segundo levantamentos do setor logístico, os principais alvos do crime são:
A alta liquidez desses produtos facilita a revenda no mercado paralelo.
O roubo de cargas tem efeito direto no custo logístico.
As seguradoras aumentam o valor dos prêmios, o que eleva o custo do transporte para embarcadores.
Dados do setor indicam:
Esse cenário pressiona diretamente o valor do frete e as taxas de gerenciamento de risco.
A partir de 2026, a fiscalização do transporte rodoviário também passará por mudanças importantes.
A Portaria SUROC nº 27/2025 da ANTT estabelece cruzamento eletrônico entre o RNTRC e os registros da SUSEP para verificar automaticamente os seguros obrigatórios.
Entre as principais consequências:
Diante desse cenário, empresas estão adotando estratégias mais avançadas de segurança logística.
Entre as principais medidas estão:
O gerenciamento de risco deixou de ser apenas operacional e passou a ser uma estratégia central da logística.
O roubo de cargas no Brasil continua sendo um dos maiores desafios da cadeia logística.
A combinação de crime organizado, expansão territorial do risco e aumento do valor das mercadorias roubadas exige novas estratégias de prevenção.
Para embarcadores, investir em tecnologia, inteligência logística e compliance regulatório será fundamental para garantir segurança operacional e competitividade nos próximos anos.
Estima-se que o prejuízo anual ultrapasse R$ 1,2 bilhão, considerando mercadorias roubadas e impactos indiretos na logística.
Alimentos, cargas fracionadas, eletrônicos, medicamentos e autopeças estão entre os produtos mais visados.
O Sudeste concentra a maior parte dos casos, mas houve crescimento significativo nas regiões Norte e Nordeste.
Investindo em telemetria, rastreamento inteligente, análise de dados, planejamento logístico e gestão avançada de risco.
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