A cubagem da carga é o cálculo do volume físico que uma mercadoria embalada ocupa dentro da carroceria, expresso em metros cúbicos (m³), servindo para equilibrar a relação entre o peso real do produto e o espaço que ele inutiliza no veículo.
No transporte, o volume físico costuma ser convertido em um peso equivalente, chamado de “peso cubado” ou “peso volumétrico”. Isso acontece porque uma carga leve, mas extremamente volumosa (como caixas de isopor, travesseiros ou móveis desmontados), pode ocupar toda a área útil de uma carreta pesada, impedindo o aproveitamento daquele frete por outros embarques.
Por isso, o valor do frete na tabela da transportadora sempre considerará o maior resultado entre o peso real (da balança) e o peso cubado (do espaço ocupado).
Para calcular a cubagem, multiplique as dimensões externas do volume em metros (Comprimento x Largura x Altura). Em seguida, multiplique o resultado pela quantidade de caixas e, por fim, pelo Fator de Cubagem (kg/m³) da transportadora.
O cálculo deve começar pelas dimensões externas reais da mercadoria já preparada para embarque, incluindo a caixa de papelão, o filme stretch, as cantoneiras e, principalmente, o pallet. Medir somente o produto interno é um erro frequente que destrói a precisão da sua cotação.
Se as dimensões estiverem em centímetros, divida cada uma por 100. Uma caixa de 120 cm de comprimento, 80 cm de largura e 60 cm de altura passa a ter a seguinte medida: 1,20 m x 0,80 m x 0,60 m. Padronizar a unidade evita erros de digitação que podem multiplicar o volume do seu frete por até 1.000 vezes no sistema.
A fórmula básica é: Cubagem em m³ = comprimento (m) x largura (m) x altura (m).
No exemplo da caixa, o resultado unitário é: 1,20 x 0,80 x 0,60 = 0,576 m³.
Se o seu lote de expedição tiver 20 caixas iguais, basta multiplicar esse volume unitário pela quantidade total: 0,576 m³ x 20 = 11,52 m³. Portanto, o lote físico ocupa 11,52 metros cúbicos na carroceria do caminhão.
Para transformar o metro cúbico em peso taxável (peso cubado), utiliza-se um “fator de cubagem” (expresso em kg/m³). No transporte rodoviário brasileiro de cargas fracionadas, é muito comum encontrar a referência padrão de 300 kg/m³.
A fórmula final é: Peso cubado (kg) = volume total (m³) x fator de cubagem (kg/m³).
Usando os 300 kg/m³ do exemplo acima, o nosso lote de 11,52 m³ teria o seguinte peso cubado: 11,52 m³ x 300 kg/m³ = 3.456 kg.
A regra absoluta do mercado rodoviário é: a transportadora fará a cobrança baseada sempre no maior valor entre o peso físico (balança) e o peso cubado (espaço ocupado).
Se o peso real (físico) daquelas 20 caixas for de apenas 1.000 kg, a cobrança da transportadora será baseada nos 3.456 kg (peso cubado), pois o espaço que elas inutilizam no veículo equivale a mais de três toneladas. Se as mesmas caixas estivessem cheias de peças de chumbo e o peso físico fosse de 4.000 kg, a cobrança se daria pelas 4 toneladas reais. O objetivo da transportadora não é punir o embarcador, mas remunerar de forma justa o espaço perdido no baú.
A carga paletizada deve ser medida pelo conjunto final absoluto: base de madeira do pallet + mercadoria + altura total. Uma caixa que aparentemente ocupa pouco espaço ganha um volume relevante após a unitização.
Em cargas não empilháveis (aquelas que não suportam peso por cima), a cubagem física isolada não reflete o espaço bloqueado. Se o seu pallet não pode receber outro em cima, a transportadora terá de inutilizar o “ar” daquela área vertical. Esse detalhe de “não empilhável” deve ser destacado no pedido de cotação para evitar renegociações na doca.
Os maiores erros da área de compras logísticas incluem: medir a embalagem antes da unitização final, misturar centímetros com metros na calculadora e esquecer de somar a altura do pallet de madeira (que tem, em média, 14 cm de altura).
Duas transportadoras podem analisar a mesma carga usando Fatores de Cubagem (kg/m³) distintos. Comparar tarifas exige padronização. Ao solicitar propostas por meio da tecnologia d**o Transvias**, apresentar medidas completas e fatores reais garante o retorno de cotações perfeitamente aderentes à necessidade da sua operação.
Qualifique suas cotações e proteja sua margem: Acesse o Portal Transvias
Calcular a cubagem com antecedência na expedição não elimina a necessidade de validação e pesagem final por parte da transportadora na hora da emissão do CT-e, mas coloca o embarcador no assento de controle operacional. Com dimensões reais padronizadas, peso conferido e restrições de empilhamento bem informadas, a contratação do frete abandona o campo das estimativas e passa a refletir milimetricamente o que vai rodar no asfalto.
Entenda CIF ou FOB no frete, quem paga o transporte, quando o risco muda e…
Veja os tipos de carroceria usados no transporte rodoviário e escolha a opção adequada para…
As tendências do transporte rodoviário afetam custos, prazos e riscos. Veja como embarcadores e transportadoras…
Identifique sinais de frete mal cotado antes que custos ocultos, atrasos e riscos operacionais afetem…
Com painéis dedicados ao tema, FenaBio conecta conteúdo técnico, inovação e negócios para apoiar a…
Veja as melhores práticas de roteirização logística para reduzir custos, cumprir prazos e aumentar a…
This website uses cookies.