O aumento de 14,6% no valor do frete a partir de março, anunciado pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs) em fevereiro, deve provocar uma alta de 0,8% a 2% no preço das mercadorias para os consumidores, segundo a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS). No comércio, o custo do frete é responsável por 2% a 3% da composição do preço final dos produtos.
Segundo o diretor-secretário da FCDL-RS, Jorge Prestes, a maior parte dos segmentos deve aumentar o preço dos produtos em até 1,5%, mas alguns segmentos podem ter crescimento de 2% no valor final.
“Esse índice varia de acordo com o tipo de empresa e da quantidade de transporte que ela exige. Os setores mais afetados são o de mobiliário e da construção civil, pelo volume de mercadorias carregadas ser muito grande, mas todos os segmentos são afetados de alguma forma”, diz Prestes.
Para o vice-presidente da FCDL-RS, Flávio Dallasen, é muito difícil que os lojistas não aumentem o preço do produto. “Atualmente, não há margem de lucro para absorver esse crescimento no que se gasta para que os itens cheguem às lojas. Para os comerciantes que trazem produtos de outros estados, esse aumento tem que ser repassado para o preço da mercadoria”, afirma.
De acordo com o Setcergs, o principal fator para o novo preço do frete foi a alta de 17,27% do óleo diesel, além do reajuste salarial de motoristas e ajudantes.
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