O Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior incluiu os implementos rodoviários em seu programa de renovação de frota. Os produtos também foram inseridos na linha de financiamento para pequenos produtores rurais chamada Mais Alimentos, que integra o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) do Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Na avaliação da ANFIR (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários), as ações poderão reduzir um pouco as perdas que o setor vai registrar em 2014.
“Estamos abrindo mais oportunidades de mercado para oferecer produtos de melhor qualidade a esses segmentos da sociedade”, avalia Alcides Braga, presidente da ANFIR. “No entanto não temos ilusão que 2014 será um ano de perdas”.
Segmento em queda
As vendas de implementos rodoviários de janeiro a julho de 2014 retraiu 9,1% nas linhas de Leve e Pesado. Em sete meses, a indústria fabricou 91.304 unidades ante 100.349 produtos em igual período do ano passado.
A ANFIR (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários) está descrente em relação ao desempenho anual e não enxerga retomada do ritmo da economia a curto prazo.
“O setor está caminhando para retração em torno de 10%. Os reflexos do desaquecimento da economia são sentidos com muita intensidade pela indústria”, diz Braga.
Separadamente, o segmento de Reboques e semirreboques (Pesado) apresentou de janeiro a julho de 2014 vendas 14,02% abaixo das registradas no mesmo período de 2013: 33.330 unidades ante 38.766 produtos comercializados.
Já no segmento de Carroceria sobre chassis (Leve) a retração foi de 5,86%. As vendas de janeiro a julho totalizaram 57.974 unidades, contra 61.583 produtos entregues no mesmo período de 2013.
Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em junho o desempenho industrial recuou 1,4%, representando a quarta queda seguida no ano. Em 12 meses, o superávit caiu de R$ 76 bilhões em maio para R$ 68,528 bilhões em junho de 2014. No acumulado do ano, o superávit primário é de R$ 29,380 bilhões, resultado menor que os R$ 52,158 bilhões vistos nos seis primeiros meses do ano passado. Por isso, a tendência do governo é fazer ajustes orçamentários, diminuindo gastos inclusive em investimentos e incentivos.
“A possível redução na capacidade de gastar do governo, atendendo a pressão do seu balanço negativo, trará reflexos que serão sentidos na indústria”, explica Mario Rinaldi, diretor Executivo da ANFIR.
Confira abaixo o resultado geral do segmento:
Fonte: Portal de Notícias Transporta Brasil
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