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Reunião sobre tabelamento de frete termina sem acordo e governo teme nova paralisação

Representantes do governo e de transportadoras se reuniram nesta terça-feira (14/4), em audiência pública da comissão externa da Câmara que acompanha a negociação em torno da pauta de reivindicações dos caminhoneiros, apresentada durante a greve de fevereiro. A ocasião foi encerrada sem acordo, e já temem uma nova paralisação. A reunião no próximo dia 22 foi marcada pelo secretário-geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, em busca do acordo final.

O principal percalço está no tabelamento do frete, atualmente a maior reivindicação dos motoristas autônomos. O governo montou um grupo de trabalho para discutir o tabelamento com caminhoneiros, transportadores e embarcadores. Uma tabela referencial de preços chegou a ser elaborada, mas também sofre resistências.

“Os autônomos apresentaram a tabela, mas colocaram a posição de que fosse uma tabela mínima de frete”, disse o coordenador do grupo de trabalho, o secretário de Política Nacional do Ministério dos Transportes, Herbert Drummond.“Equipes do governo, principalmente da área jurídica, estão estudando possibilidades de fazer esse atendimento ou com tabela referencial ou com tabela de frete mínimo, agrupada com algumas outras medidas, para que, no dia 22, consiga-se chegar a um bom termo. Neste momento, não existe nenhuma decisão objetiva de governo de como vai acontecer essa alternativa”, disse Drummond.

Para o relator da comissão externa da Câmara, deputado Osmar Terra (PMDB-RS), o governo deveria reconhecer que o frete mínimo é inviável e apostar logo em outras soluções imediatas, como a redução do preço do óleo diesel, por exemplo. O deputado prevê graves consequências para o País em caso de fracasso dessa negociação.

Os integrantes da comissão lembraram que várias iniciativas dos parlamentares tentam viabilizar outras reivindicações dos caminhoneiros, como a anistia de multas para os grevistas de fevereiro (PL 520/15, já aprovado na Câmara e atualmente no Senado) e o refinanciamento da compra ou arrendamento de caminhões feito até o ano passado (aprovado pela Câmara no texto da MP 661/14).

O deputado Celso Maldaner (PMDB-SC), coordenador da comissão externa, defendeu a manutenção do diálogo do governo com caminhoneiros, transportadores e embarcadores para se buscar soluções definitivas para o setor. Ele voltou a manifestar preocupação com uma nova greve dos caminhoneiros que poderá trazer “graves prejuízos” para o setor produtivo.

Na greve de fevereiro, houve 541 pontos de interdição nas estradas federais e 420 multas aplicadas pela Polícia Rodoviária Federal.

Fonte: Portal de Notícias Transporta Brasil

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