Segundo Tereza Cristina, a medida é “perversa” uma vez que eleva custos do setor produtivo
A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, defendeu a extinção da tabela do frete rodoviário durante a abertura da Tecnoshow 2019, em Rio Verde, no sudoeste de Goiás. Segundo ela, a medida é considerada “perversa” uma vez que eleva custos do setor produtivo.
“Precisamos acabar com a tabela de frete. Ela foi feita em um momento de fragilidade do ano passado e já sabemos que foi um tiro no pé”, disse ela, referindo-se à greve dos caminhoneiros em maio do ano passado.
Tereza Cristina afirmou ter conversado sobre o assunto com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, que é responsável por conduzir o assunto dentro do governo e junto ao STF (Supremo Tribunal Federal), onde a constitucionalidade da tabela aguarda um julgamento desde meados do ano passado, após ações de contratantes de frete.
Vale destacar que a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) publicou uma minuta de resolução para as regras, a metodologia e os indicadores de valor mínimo de frete instituídos pela Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. A proposta será submetida a consulta pública entre 9 de abril e 24 de maio.
Estudos para embasar a construção do documento foram conduzidos pela Fealq (USP), subsidiados por informações coletadas por meio da realização de reuniões participativas com setor, levantamento de dados e informações já disponíveis, pesquisa, entrevistas com agentes, entre outros.
Na feira, a ministra também defendeu o cooperativismo no setor e eventos como o evento Segundo a ministra, o “agronegócio está à frente do poder público” e que o governo está tentando simplificar e desburocratizar o sistema.
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Com todo o respeito a Sra. Ministra da Agricultura Tereza Cristina, ela não deve entender absolutamente nada sobre TRC, visto que o tabelamento é para garantir o mínimo necessário para a sobrevivência da
classe. Sendo assim, não está incluso margem de lucro
que poderia prejudicar outros setores da economia que dependem desse modal.
Já com uma visão totalmente diferente a Procuradora Geral da Republica vê a necessidade de manter essa tabela para manter a dignidade da categoria que além do valor de frete, enfrenta outras inúmeras dificuldades no dia a dia pelas estradas.
Para que salário mínimo, né, dona ministra?