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Reajuste no diesel pesa mais para caminhoneiros porque tabela não funciona

Preço mínimo do frete é desrespeitado,Governo Bolsonaro discute mudanças.
Há insatisfação com a alta do diesel e categoria discute nova paralisação

O cumprimento da tabela de frete rodoviário é uma das principais demandas dos caminhoneiros. O desrespeito aos preços mínimos faz os reajustes no preço do diesel pesarem mais no bolso da categoria e reduz o ganho esperado com as viagens.

A tabela de frete foi criada em maio de 2018 como parte de 1 acordo entre caminhoneiros e o governo do então presidente Michel Temer para dar fim à greve que paralisou o país. Feita às pressas, no entanto, ela foi fortemente contestada por setores da indústria e do agronegócio desde o início. Sua legalidade, inclusive, é alvo de ações no STF (Supremo Tribunal Federal).

Além de garantir preços mínimos ao frete rodoviário, a lei que instituiu a tabela estabelece que sempre que o preço do diesel variar mais de 10% os valores do frete serão atualizados. A ideia, assim, é que a remuneração dos caminhoneiros acompanhe as altas do combustível.

As dificuldades para implementação da política, no entanto, levaram o governo a rediscuti-la. Na semana passada, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) colocou em consulta pública nova metodologia para o cálculo de pisos.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, disse que o preço do diesel deixará de ser motivo de preocupação para os caminhoneiros quando colocado em funcionamento o novo sistema.

Aumento do diesel provoca insatisfação

A alta no preço do diesel tem levado a uma nova onda de movimentação entre os caminhoneiros. Em 11 de abril, a Petrobras anunciou o aumento de 5,7% no preço médio do combustível. Bolsonaro interveio e o reajuste foi suspenso. Na 4ª feira (17.abr), a estatal divulgou alta de 4,8%.

Apesar da insatisfação da categoria, o preço do diesel é menor hoje do que o registrado quando eclodiu a greve de 2018. Em maio do ano passado, o combustível era vendido nos postos ao valor médio de R$ 3,629. Em abril deste ano, o preço estava em R$ 3,53, uma redução de 2,7%.

Para tentar conter os ânimos, o governo anunciou na 3ª feira (16.abr.2019) 1 pacote de medidas a favor da categoria. Entre elas, estão a abertura de uma linha de crédito via BNDES e a liberação de R$ 2 bilhões para obras em estradas.

Muitas das propostas, no entanto, já eram conhecidas e não foram consideradas suficientes pelos caminhoneiros. Parte da categoria discute a possibilidade de uma nova paralisação para a próxima 2ª feira (29.abr.2019).

Uma nova reunião entre governo e caminhoneiros está marcada para esta semana para tentar debelar o risco de nova greve.

Fonte: Portal de Notícias Poder 360
Transvias

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  • O desrespeito à tabela minima de frete é causada pelos próprios caminhoneiros que aceitam fazer o
    transporte por valores inferiores ao minimo exigido pela tabela. Vale salientar que a conquista foi deveras importante para o setor, e de nada adianta se os próprios caminhoneiros descumprem aceitando valores propostos pelo mercado devido a enorme escassez de carga. Sendo assim, não adianta ameaçar com novas greves, sendo que o mais importante já foi conquistado, apenas devem fazer valer o seu direito pelo frete. Não existe maneira do governo interferir em cada negociação de frete, Cada profissional da estrada deve ser o próprio fiscal e não exigir que outros façam por eles.

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