Em palestra na última sexta (14), na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o ministro da Secretaria de Portos da Presidência da República, Edinho Araújo, destacou o Programa de Investimentos em Logística (PIL), que compreende 50 novos arrendamentos, 66 novos terminais de uso privado e renovação de 24 arrendamentos.
Um terço do PIB da América Latina passa pelos portos da região e, de acordo com, o ministro, para cada US$ 1 milhão produzido por um porto, outros US$ 3,5 milhões são gerados em sua área de influência. Por conta disso, segundo Araújo, é imprescindível que mais investimentos sejam aplicados na área.
Os 37 portos públicos brasileiros movimentaram quase um bilhão de toneladas em cargas em 2014. Parte da origem desses resultados está no novo marco legal portuário, que estabeleceu diretrizes para licitação de novos arrendamentos, renovação de arrendamentos existentes e autorização de terminais privados, permitindo movimentação de cargas próprias e de terceiros.
Editais
Em 13 de julho deste ano, a Secretaria de Portos publicou seis editais de chamamento público para procedimento de manifestação de interesse. Dois desses editais contemplam áreas no Porto de Santos, que no primeiro semestre de 2015 bateu o recorde de movimentação de cargas: 55,2 milhões toneladas. As cargas mais movimentadas foram soja (13,6 milhões de toneladas embarcadas), açúcar (7,2 milhões toneladas) e óleo combustível (1,2 milhão toneladas).
O porto responde por quase 25% da balança comercial brasileira, escoando US$ 118 bilhões anuais (em 2014), sendo que 72% desse total representam as trocas comerciais do Estado de São Paulo com o mundo. “O Porto de Santos é uma ferramenta decisiva para a economia nacional”, disse Araújo.
De acordo com ele, entre os principais desafios do setor portuário está o acesso aos portos, que precisam de investimentos em ferrovias, hidrovias, rodovias, estrada líquida e logística de escoamento. “A expansão da atividade portuária é essencial para a retomada do crescimento, neste cenário de ajuste econômico. A parceria com o setor privado agregará os investimentos necessários à modernização e eficiência das operações portuárias, baixando o custo Brasil”, declarou.
Fonte: Associação Comercial de São Paulo (ACSP)
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