Categories: Infraestrutura

Indústria propõe saída para o caos no transporte de cargas

Com R$ 63,2 bilhões bem investidos até 2020 na região Sudeste do país, será possível escoar com eficiência a produção industrial tanto para o mercado interno como para a exportação. Essa é a conclusão de estudo elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que será apresentado hoje na Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). O objetivo é indicar ao poder público quais obras devem ser priorizadas para evitar gargalos logísticos e diminuir os custos com transporte da indústria brasileira, aumentando a sua competitividade nos próximos cinco anos.
“O único caminho é apresentar o estudo para o governo. É um planejamento bem-feito, uma forma de usar os nossos impostos de maneira lógica”, declarou o presidente da Fiemg, Olavo Machado.
Segundo o sócio da Macrologística, empresa que realizou o estudo, Olivier Roger Sylvain Girard, um dos empecilhos para o desenvolvimento logístico no país é a presença de decisões políticas, e não técnicas, na hora de escolher onde investir. Dos projetos priorizados no estudo, apenas 18,6% estão prontos para que comecem obras. A maioria, 54,3%, está em fase de planejamento, sem projeto finalizado ou orçamento. “Estamos em contato com órgãos do governo e temos a impressão de que eles não conversam”, disse.
Custo anual supera R$ 108 bi
O estudo Sudeste Competitivo, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta que atualmente são gastos no Sudeste, por ano, R$ 108,4 bilhões – 4,5% do PIB da região – com custos de transporte. Nesse valor estão frete, pedágios, custos de transbordo e terminais, tarifas portuárias e frete marítimo. O mesmo valor chegará a R$ 162,8 bilhões, em 2020, caso a estrutura de transporte não seja melhorada até lá. Esse valor, porém, poderá diminuir em 5,4% se os 86 projetos propostos pelo estudo forem concluídos nos próximos cinco anos.
Os principais gargalos identificados na região Sudeste estão em rodovias federais. A mais citada é a BR–116, com 12 pontos de gargalo identificados. A BR–262 tem três pontos entre os 25. A pior situação está na região de Betim, onde o gargalo é considerado crítico, já que o trecho recebe um fluxo correspondente a 173% de sua capacidade. O estudo considera fluxos acima de 120% como gargalos críticos. Segundo a Fiemg, a rodovia federal em pior estado na região Sudeste é a BR–367, que liga Santa Cruz Cabrália, na Bahia, a Gouveia, em Minas Gerais.
Fonte: Portal de Notícias O Tempo
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