Categories: Rodovias e Pedágios

Novas concessões terão pedágio flexível

Teto tarifário só será cobrado nos trechos em que obras estiverem concluídas; em partes sem duplicação, por exemplo, pedágio terá preço menor

As novas concessões federais de rodovias vão adotar uma regra para estabelecer o preço dos pedágios cobrados ao longo das estradas que forem repassadas à iniciativa privada.

A ideia é que o concessionário só vai poder cobrar tarifas mais caras do usuário, ou seja, o teto tarifário, quando tiver concluído as obras de duplicação ou obras estruturais de determinado trecho que administra. Se mantiver a pista única em outros pontos da estrada, por exemplo, sem entregar as obras, a empresa terá de cobrar um custo menor de pedágio.

O modelo inova em relação às rodadas anteriores de concessões. A proposta antiga previa que o concessionário podia iniciar a cobrança de pedágio em todo o trecho da rodovia, desde que tivesse executado pelo menos 10% das obras de duplicação previstas em contrato.

Pela ideia atual, o concessionário não é mais obrigado a entregar toda a duplicação de sua estrada em até cinco anos, mas sim conforme o aumento da demanda verificado na estrada. A cobrança de pedágio, porém, terá valores diferentes conforme a execução das obras e qualidade da estrada.

“As próximas concessões de rodovias já vão prever essas regras”, disse ao Estado o secretário especial do Programa de Parcerias de Investimentos, Adalberto Santos de Vasconcelos.

A flexibilização dos pedágios é uma estratégia defendida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), como forma de eliminar problemas das últimas concessões, como o risco de demanda alocado apenas ao concessionário, lances agressivos e insustentáveis em leilões de concessão e tarifas baixas sustentadas por financiamentos subsidiados pelo poder público.

Um levantamento feito pela instituição defende a autonomia para o concessionário gerenciar o uso da rodovia, possibilitando, por exemplo, a cobrança de pedágio por quilômetro utilizado, horário e dia da semana, entre outras variáveis que melhorem o uso da uso da rodovia e tragam mais clareza aos indicadores de desempenho.

“Com certeza esse pedágio flexível pode facilitar a viabilidade dessas concessões. Sabemos de experiências internacionais que tiveram sucesso com esse modelo. Há experiências em andamento em São Paulo que estão seguindo por esse caminho”, diz Matheus de Castro, especialista em infraestrutura da CNI.

São Paulo

A Agência de Transporte do Estado de São Paulo prevê um novo lote de concessão de rodovias, de Piracicaba a Panorama. O projeto abrange a concessão de 1.201 km, com 417 km de duplicações. Uma das medidas inéditas que serão adotadas é a exigência de tarifa flexível, com desconto progressivo para usuários mais frequentes do trecho. Será concedido desconto de 5% para todos os usuários que optarem pelo pagamento eletrônico. Atualmente, 57% dos pagamentos já são feitos nessa modalidade nas rodovias paulistas.

Fonte: Jornal o Estado de S. Paulo
Transvias

Recent Posts

Fim da escala 6×1: o que muda no transporte de cargas

O Congresso promulgou o fim da escala 6x1 em 16 de outubro. Para a maior…

13 horas ago

Como reduzir o prazo de entrega na logística

Entenda como calcular e melhorar o prazo de entrega logística, reduzindo atrasos, custos e riscos…

21 horas ago

Guia de logística reversa B2B para empresas

Guia de logística reversa B2B: etapas para reduzir custos, garantir conformidade e transformar devoluções em…

2 dias ago

Melhores transportadoras para e-commerce no Brasil

Veja como escolher as melhores transportadoras para e-commerce, avaliando cobertura, prazos úteis, integração, custos, rastreio…

3 dias ago

Como calcular valor ad valorem no frete rodoviário

Entenda como calcular valor ad valorem no frete, conferir base de cálculo, comparar cotações e…

4 dias ago

Isca eletrônica para cargas: como reduzir riscos

Entenda como a isca eletrônica para cargas ajuda a prevenir roubos, apoiar a resposta operacional…

5 dias ago

This website uses cookies.