Economia

“Prévia do PIB”: IBC-Br sobe 1,17% em julho, diz Banco Central

Resultado surpreendeu as expectativas do mercado, que esperava alta de 0,30% na comparação mensal

O Índice de Atividade Econômica (IBC-BR) do Banco Central, considerado a “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB), registrou expansão de 1,17% em julho deste ano, na comparação com o mês anterior, informou a instituição nesta quinta-feira (15).

Com isso, o indicador iniciou o terceiro trimestre deste ano em alta. O resultado foi calculado após ajuste sazonal, um tipo de “compensação” para comparar períodos diferentes.

De acordo com números do BC, a expansão de julho ficou igual à registrada em março deste ano (+1,17%) e foi a maior desde fevereiro de 2021, quando avançou 1,89%. Esse foi o segundo mês de alta seguida do indicador.

Na comparação com julho do ano passado, informou o Banco Central, o indicador do nível de atividade registrou crescimento de 3,87%.

Nível de atividade
O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. No segundo trimestre deste ano, a economia brasileira cresceu 1,2%.

Apesar de ter sido acima do esperado, houve uma desaceleração frente ao ano passado – quando o PIB registrou expansão de 4,6%.

Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Ou seja, o consumo e o investimento total é menor. Nem sempre, entretanto, a alta do PIB equivale a bem-estar social.

Já o IBC-Br do BC é um indicador criado para tentar antecipar o resultado do PIB, mas os resultados nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais divulgados pelo IBGE (veja a diferença mais abaixo).

Parcial do ano e 12 meses
No acumulado de janeiro a julho deste ano, ainda segundo o Banco Central, o nível de atividade da economia brasileira registrou expansão de 2,52% (sem ajuste sazonal).

De acordo com o Banco Central, o indicador apresentou crescimento de 2,09% em 12 meses até julho. Nesse caso, o índice também foi calculado sem ajuste sazonal.

PIB x IBC-Br

O cálculo do PIB, divulgado pelo IBGE, e do IBC-Br é um pouco diferente – o indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE).

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária.

Em agosto, a taxa atingiu 13,75% ao ano, o maior nível em seis anos, para tentar conter a alta de preços. Os analistas das instituições financeiras estimam que a taxa permanecerá estável até o fim do ano, e que começará a recuar em 2023.

Fonte: Portal de Notícias G1 (Rede Globo)
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